Sophia
Sophia de Mello Breyner Andresen. Era esse o seu nome.
Morreu ontem. Talvez morrer não se justifique aqui. Talvez fique melhor: Ausentou-se fisicamente, ontem.
Sim é isso! Sophia não morre, deu a cada um dos seus poemas tudo o que havia nela e por isso ficará viva dentro de cada verso que escreveu.
Beleza, critica, mitologia. Algumas das coisas que caracterizavam, a ela e aos seus poemas.
Lembro-me de vários:
A CIDADE DOS OUTROS
Uma terrível atroz imensa
Desonestidade
Cobre a cidade
Há um murmúrio de combinações
Uma telegrafia
Sem gestos sem sinais sem fios
O mal procura o mal e ambos entendem
Compram e vendem
E com um sabor a coisa morta
A cidade dos outros
Bate à nossa porta
___________________________
Ou aquele que, quando o li disse: é mesmo isto!
25 de Abril
Esta era a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a sbstância do tempo
Foi disto que parte de mim cresceu e por isso não esquecerei a tua obra e tu, por isso, estarás sempre viva, em mim!
Morreu ontem. Talvez morrer não se justifique aqui. Talvez fique melhor: Ausentou-se fisicamente, ontem.
Sim é isso! Sophia não morre, deu a cada um dos seus poemas tudo o que havia nela e por isso ficará viva dentro de cada verso que escreveu.
Beleza, critica, mitologia. Algumas das coisas que caracterizavam, a ela e aos seus poemas.
Lembro-me de vários:
A CIDADE DOS OUTROS
Uma terrível atroz imensa
Desonestidade
Cobre a cidade
Há um murmúrio de combinações
Uma telegrafia
Sem gestos sem sinais sem fios
O mal procura o mal e ambos entendem
Compram e vendem
E com um sabor a coisa morta
A cidade dos outros
Bate à nossa porta
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Ou aquele que, quando o li disse: é mesmo isto!
25 de Abril
Esta era a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a sbstância do tempo
Foi disto que parte de mim cresceu e por isso não esquecerei a tua obra e tu, por isso, estarás sempre viva, em mim!